segunda-feira, 28 de novembro de 2011

NEM COM " JAULA" OS "VISCONDES " SE COMPORTAM COMO "GENTE " SERIA.


                                             fogo posto por lagartos ,investigue-se os viscondes  ..



Os estragos da  LARGATADA foi tal que ...





 
  Queremos 40 mil bilhetes para Alvalade, pagamos adiantado e não devolveremos nenhum.




   lindoooooooo ....!!!.... lindoooooooooooooooooo .!! lindo!....


 

mais um txt de arrasar os " lagartos " é não só !. pelo Anti-Benfica.COM




Artigos de Opinião

Rescaldo do derby

27 de Novembro de 2011


Na antecâmara ao derby de ontem, pese embora possamos encontrar como em qualquer outro aspectos positivos mas também negativos, estiveram reunidos os ingredientes necessários para que pudéssemos assistir a um derby à moda antiga, o «jogo dos jogos» que se eternizou em Portugal e no Mundo fora por via da sua espectacularidade, frenesim e envolvência.



Aspectos colaterais como as lesões de parte a parte mas principalmente a verborreia leonina em torno de bilhetes e caixas de segurança, foram pois aspectos secundarizados e a espaços ridicularizados por todos aqueles que desde logo compreenderam que se tratava apenas de um discurso unificador e de emergência dos dirigentes sportinguistas. Isto tudo, claro está, a juntar ao habitual aproveitamento mediático, sinergias essas que se materializaram nos habituais esforços titânicos para que se tenha dado voz a algo que, pela sua insignificância, não devia ser merecedora de qualquer crédito. Os inefáveis recordianos Bernardo Ribeiro e António Varela padronizaram esse esforço de tentar tornar em algo determinante o que, conforme já se sabia, era irrelevante.



Pseudo-argumentos em torno do «timing» da instalação da caixa de segurança, ou da premeditação e «provocações» por parte do Benfica, não necessitaram pois de especial atenção por parte da direcção encarnada. Sem grande esforço por parte da estrutura benfiquista - que a espaços até tentou demonstrar a sua boa fé pronunciando-se sobre a medida -, sucederam-se os pareceres da Liga, dos Bombeiros e por último da PSP que acabaram por mostrar quão ténue era a barreira entre a argumentária leonina e o ridículo.



Fez senão bem a direcção encarnada em optar pelo silêncio e, totalmente de acordo com o director de comunicação do Grupo Benfica João Gabriel quando apenas depois do derby criticou a postura «populista e demagógica» dos dirigentes sportinguistas. Por muitas críticas que tenham havido em torno do «silêncio encarnado», seguro é que ainda mais haveriam, caso o Benfica resolvesse ripostar e alimentar polémicas onde não existiam, o que aparte apenas constituir uma vantagem para os media venderem, seria de uma enorme irresponsabilidade.



Sem guerrilhas idiotas, o derby foi de festa e para tal muito contribuiu o Fair Play (e discernimento) de Domingos de Paciência e Jorge Jesus, os quais inteligentemente souberam demarcar-se da ávida tentação da comunicação social, que dentro da aberração que é seu apanágio, primeiro tentaram extremar as opiniões com vista a tirar dividendos e depois passar-se-iam por virgens ofendidas ao criticar os «incendiários».



Sem troco, o dia do derby chegou pois sem crispação (pelo menos correspondida) e num ambiente de aprazível calma e serenidade. Foi por conseguinte apenas já nos acessos ao Estádio da Luz que surgiram os primeiros problemas, previsivelmente junto às hostes sportinguistas que foram nas últimas semanas constantemente bombardeadas com «jaulas», «gaiolas» e quejandos.



Diga-se em abono da verdade, que é perfeitamente natural que o vice-presidente Paulo Pereira Cristóvão e outras personalidades que o acompanharam no seu acto de súbita solidariedade para com os adeptos, considerem estranho e inibidor todo o processo de entrada no estádio, habituados que estão às facilidades, mordomias de acesso e conforto da Tribuna Presidencial. Ao fim ao cabo foi a primeira vez que acompanharam os adeptos, pelo que deverão ter constatado (e estranhado) as substanciais diferenças e dificuldades porque passam os simples adeptos pagadores.



Contudo, em detrimento de sacudir a água do capote e justificar a tensão à entrada do estádio única e exclusivamente com o mau funcionamento do rival, seria pertinente na nossa óptica compreender que o processo de revista sempre foi e sempre será delicado, na Luz ou em qualquer outro estádio, tratando-se de um jogo de alto risco em que a pressa é sempre inimiga da eficiência.



Os quatro perímetros de segurança à entrada do estádio da Luz, ou o efeito funil a que o VP sportinguista aludiu, é por conseguinte um mal necessário, cabendo à organização – e aí não é da única e responsabilidade do Benfica – escolher o timing certo de chegada ao Estádio, em função do número de adeptos.



Resumir o que se passou à responsabilidade do Sport Lisboa e Benfica mostra apenas, além do habitual anti-benfiquismo sempre subjacente a tais afirmações, uma visão deturpadora do que realmente aconteceu, na medida em que o relato dramatizado do que se passou no interior do Estádio tem tanto de falso como de redutor, sendo que a caixa de segurança foi apenas mais uma inovação do Sport Lisboa e Benfica – em Portugal – que se revestiu num tremendo sucesso, pese embora o enorme esforço de alguns adeptos leoninos radicais e que rotularíamos de energúmenos, de tentar demonstrar o contrário instigados pelas sucessivas declarações de dirigentes leoninos.



Aqui neste espaço, já tinhamos, aliás, antecipado esse previsível cenário. Levando em linha de conta o sucedido em fevereiro, em que logo que se goraram as últimas expectativas de entregarem em bandeja de prata a época ao FC Porto no derby, a civilizada claque leonina arremessou tochas, isqueiros e bolas de golfe para o relvado, obrigando inclusive as forças da autoridade a recuar perante a fúria leonina, não era difícil de antever que agora, com o Sporting na mó de cima e face às declarações que precederam o derby, pudesse ser diferente. Para mais quando «os adeptos são eternos» e, da conduta imprópria de uns, em vez de medidas firmes apenas resultam comunicados das próprias direcções onde os únicos culpados são os agentes policiais que usaram uma flagrante dualidade de critérios no tratamento dos adeptos do Sporting e do Benfica, porque enquanto a claque leonina só arremessou petardos, as do Benfica lançaram em maior número para além dos petardos, tochas. As direcções passam mas os episódios sucedem-se.



Em resumo, para o derby lisboeta de ontem que mais atraiu as atenções dos últimos anos e que decorreu dentro da normalidade esperada (foi bonito de ver adeptos leoninos claramente identificados com adereços e cachecóis no meio de benfiquistas sem que mal ao mundo daí adviesse, ao mesmo tempo que repudiamos os lasers vistos durante o desafio) com a incerteza do resultado até final, temos alguma dificuldade em compreender os esforços da ala anti-benfiquista da direcção do Sporting em tentar desviar as atenções com aspectos laterais tentando retirar protagonismo e mérito aos artistas que evoluiram no relvado, avançando e repisando temas de manifesta insignificância.







Obviamente que aparte populismos, demagogias, alguma megalomania e uma incontornável esquisitice própria de quem não está habituado a andar por essas andanças, o vice-presidente Paulo Pereira Cristóvão pretendia apenas, após o jogo, ripostar. E quando escrevemos ripostar subentende-se que não seria com qualquer um, com qualquer outra entidade envolvida na organização do derby, mas única e exclusivamente com o rival.



Também Bruno Carvalho, ex-candidato derrotado nas últimas eleições leoninas que se juntou hoje ao coro sportinguista para somar mais uns pontos, faria pois senão bem, em vez de se juntar à histeria leonina, recordar o grupo simpático que nele votou e que por pouco não escreveu mais uma página negra do Futebol português quando se comunicou que afinal era Godinho Lopes que havia ganho as eleições. Ao fim ao cabo existem muitos denominadores comuns no passado recente dos civilizados adeptos leoninos.



De qualquer das formas, compreendemos a terrível azia que deve ter perpassado pelo estômago de alguns dirigentes sportinguistas que tudo fizeram para desacreditar a organização e o rival, ao fim ao cabo já nos habituámos à crónica desdenha. Já em declarações posteriores, a Sub-Comissária da PSP Paula Duarte historiou os factos mais relevantes e explicou o porquê dos últimos adeptos leoninos terem entrado muito para além do começo do desafio. Seria importante para o esclarecimento público, que P. P. Cristóvão explicasse a razão de haver o dobro dos adeptos leoninos, e que muito contribuiu para as críticas da revista ser demorada e de haverem dois adeptos por cadeira. Ou será que desconhece que os sportinguistas foram aconselhados a adquirirem bilhete para acompanhante de sócio do Benfica e a juntarem-se aos adeptos leoninos?



Pena é que numa altura em que as forças de segurança, Liga de Clubes e os próprios clubes trabalhem conjuntamente para prevenir qualquer tipo de problemas, a histeria dos dirigentes sportinguistas ande mais uma vez em contra-ciclo, antes e depois do espectáculo, que por sinal – objectivamente falando – registou três detenções e foram identificadas 24 pessoas, o que juntando ao que verdadeiramente se passou dentro da caixa de segurança, retrata o sucesso.



E pena é que um VP de um clube faça declarações com uma indisfarçável azia, esquecendo-se de despir a camisola, algo que lhe retira qualquer réstea de objectividade e coerência que pudesse ainda ter. Se os argumentos leoninos são que i) a celeuma à porta do Estádio da Luz foi criada pelas 4/5 portas que não conseguiram dar vazão à multidão e; ii) as condições «pré-históricas» eventualmente contribuíram para as cadeiras incendiadas e nada tem a ver com a verdadeira génese dos adeptos leoninos que legitimaram mais uma vez a necessidade de rédea curta (na forma de «jaula»), então Paulo Pereira Cristovão arriscou-se ontem a escrever as suas declarações no anedotário nacional.



Levando em linha de conta a unanimidade entre alguns responsáveis leoninos em como o Sporting à entrada para a jornada 11 deveria somar jogos por vitórias - «não fossem as arbitragens» -, preferimos pois acreditar que a verborreia do VP sportinguista em sintonia com o próprio presidente Godinho Lopes a «uma só voz» é apenas uma tentativa de manter unido o universo verde e branco. Ao fim ao cabo o Sporting também perde com boas arbitragens.


aqui:http://www.anti-benfica.com/artopiniao_rescaldo_do_derby.php




por karlos