segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Comunicado do S.L.Benfica



29/11/2010 CLUBE


Director de comunicação

João Gabriel: "O que se passou em Aveiro foi premeditado"



O director de comunicação do Sport Lisboa e Benfica, João Gabriel, esclareceu, esta segunda-feira, que a flash interview do treinador Jorge Jesus após o jogo com o Beira-Mar não obedeceu aos regulamentos da Liga, pelo que o Clube já fez uma exposição ao organismo sobre a matéria.



“A flash interview é por definição uma zona de entrevistas rápidas do operador televisivo que, segundo o artigo 26 dos regulamentos de competição, deve ter uma duração máxima de 90 segundos e deve versar apenas sobre o jogo”, começou por recordar o director de comunicação.



João Gabriel reforçou que “a zona de entrevistas rápidas não é para perguntar sobre o jogador A ou B, não é garantidamente para perguntar se um Governo teve ou não interferência editorial na informação da TVI e não é garantidamente para perguntar se a Manuela Moura Guedes foi ou não censurada enquanto esteve na TVI”.



O director de comunicação lembrou que a situação da véspera não foi inédita: “O Benfica já tinha anteriormente alertado os operadores televisivos sobre essa matéria e devo dizer que a Liga também o já tinha feito. Portanto, mantendo-se a mesma situação à 12.ª jornada da Liga, não podemos ter outra leitura de que aquilo que se passou em Aveiro foi premeditado. Foi um acto provocatório e, portanto, o jornalista deve cumprir não só com o dever de isenção e objectividade, mas também com aquilo que está estipulado nos regulamentos da Liga.”



Caso a situação se mantenha, João Gabriel anunciou que “o Benfica reserva-se no direito de não comparecer na flash interview”.



Relativamente ao comentário realizado pelo jornalista sobre a Benfica TV, o director de comunicação lembrou que o treinador Jorge Jesus marca presença em conferências de imprensa. “Em relação à antevisão da jornada [habitualmente na Benfica TV] isso não colide com o vosso direito à informação nem com o acesso às fontes. Significa que estamos a valorizar um projecto que é nosso, que teve um determinado investimento e no qual apostamos. Isso não significa de forma alguma que não tenham direito a estar e a confrontar o nosso treinador ou os nossos jogadores, porque Jorge Jesus está seguramente uma vez por semana com os jornalistas numa sala de imprensa em qualquer ponto do país”, recordou.

Informação para esclarecer... em Tribunal

Instado a comentar a notícia sobre uma alegada agressão a um jornalista, após o jogo em Aveiro, o responsável do Clube foi claro: “É curioso que muitos jornalistas hoje em vários meios de comunicação tenham reproduzido uma determinada informação que foi veiculada por um determinado site, que pertence ao grupo Media Capital, o mesmo da TVI. Não é grave que o tenham reproduzido, o que é grave e deontologicamente incorrecto é que o tenham feito sem terem confrontado o Benfica. O que podemos dizer é que o absurdo é tal que não merece comentário. Quem divulgou essa informação vai ter seguramente de a esclarecer no sítio certo, que é num tribunal.”

Texto: Rui Manuel Mendes



                                                   O heroi porkista




O ZURRAR  DAS EGUAS



Solidariedade espúria


André Villas-Boas, ao Trio d’Ataque, reprodução de A Bola
21 de Novembro de 2010





As luzes da ribalta são uma atracção irresistível para André Villas-Boas (AVB). Tomou-lhe o gosto e agora é vê-lo dissertar em cada conferência de imprensa ou em cada oportunidade, sobre os seus próprios méritos (o que se compreende dado possuir o estilo inconfundível dos vaidosos), mas também sobre os pássaros do quintal do vizinho, tentado acertar-lhe sempre que há ensejo para o fazer.



Como não acreditamos que tudo faça parte da sua auto-motivação, seremos forçados a concluir que a mensagem original advém da Torre das Antas, o que configura a figura de um papagaio amestrado, a menos que não seja o treinador do FCPorto que está a falar, nem AVB, mas simplesmente o adepto portista desde pequenino, cujo aparecimento no mundo quase coincidiu com o início do reinado do GPS da Madalena.



A solidariedade manifestada com um seu colega de profissão emociona-nos. Se de repente chegassemos a Portugal e não soubessemos as estórias, o modus-operandi, em resumo o estado do futebol português, acharíamos do mais terno, do mais solidário, este bonito gesto de AVB que não é normal na profissão de treinador, onde por norma os desempregados estão sempre à espera que aconteçam problemas aos seus colegas e o telemóvel toque para irem a correr ocupar o lugar que acabou de ficar vago.



Só que sabendo, pomos seriamente em dúvida que esta recorrente convergência de sentimentos corresponda no modo mas sobretudo no sentido, a um sentimento genuino. Soa a encomenda e a uma estratégia mal disfarçada, sendo nossa convicção que AVB manifestou solidariedade com a pessoa de Jorge Jesus, mas não com a do treinador do Benfica.



A questão que sem dúvida se coloca é: porquê esta recorrência? Que terá feito Jorge Jesus de mal para merecer esta tão ampla solidariedade vindo de onde menos se espera? Como explicar que escribas que se têm entretido a desancar no treinador do Benfica, subitamente se revelem tão flexíveis e tão compreensíveis? A explicação está á vista de toda a gente.



Esta tendência generalizada de tentar impôr aos outros os nossos pontos de vista e considerar que eles deveriam ter feito isto ou aquilo, apenas porque nas mesmas circunstâncias assim teríamos procedido, é um tremendo erro de palmatória que declinamos totalmente.



O Benfica possui uma história repleta de exemplos de democracia desde a sua fundação. Por via disso é um clube aberto (ao contrário do que pensa Bernardo Ribeiro do Record) para o bem e para o mal, não se confundindo com outros em que a autocracia se sobrepõe e é aceite sem discussão pelos seus membros e seguidores, e enaltecida por adeptos que nas horas vagas se disfarçam de jornalistas.



Nesse tal clube que é apresentado como o suprasumo dos modelos de gestão- eficaz e exemplar, ainda não se esfumaram os ecos do tratamento exemplar a que esteve sujeito o seu treinador da época passada que arrostou o calvário de uma perseguição feroz e persistente que lhe foi movida de dentro do seu próprio clube e por alguns cronistas oficiosos do regime cujos nomes continuam por aí. Dos nossos registos não consta que alguma palavra de alento ou algum incentivo tenham sido pronunciados ao nível das mais altas instâncias.



Depois do grito de Ipiranga em Milão, AVB já se encontrava em Portugal de passagem por Coimbra. E como é óbvio, estranhámos que o então treinador da Académica não tenha transmitido nenhum sinal e nunca tenha pronunciado uma simples palavra de compreensão e solidariedade para com o seu colega, treinador português que apenas tinha conquistado 3 (três) campeonatos consecutivos para o seu clube.



Daí que as palavras incoerência e oportunismo se nos afigurem fazer todo o sentido nestas declarações repetitivas de AVB. Se é a mando ou a pedido, ou é de motu próprio, pouco importa neste momento. Soa a falso sem sombra de dúvida.



Contrariamente ao que querem fazer passar, a cabeça de J.J. não está a prémio, nem precisa de abaixo assinados ou manifestações de solidariedade, nem sequer está com julgamento marcado na praça pública. Como qualquer treinador em qualquer clube onde a palavra pressão faça algum sentido, estará sempre dependente dos resultados para ser amado ou vipendiado pelas massas. E a situação pode inverter-se (para cima ou para baixo) numa simples semana.



Para além disto, tudo o que se possa dizer ou fazer, são puras manobras de diversão!


http://www.anti-benfica.com/comartigos_declaracoes_andre_villas_boas_21novembro2010.php


Anti-Benfica. com

sabio


                        A seita dos apitos Azuis .. 
                          
        








Caso perdido


António Varela

28 de Novembro de 2010



Continuamente enamorado do chorrilho de disparates que pulsa na sua Semanada, o jornalista-adepto azul e branco António Varela (AV) voltou a fazer das suas esta semana.



Ao confundir os papéis, AV debita um conjunto de aleivosias sob o pomposo título de ‘Um caso sério’, o que não surpreende se tivermos em conta que o plumitivo não consegue ultrapassar os traumas com que convive diariamente e com a obsessão que o persegue e não lhe dá um mínimo de tréguas.



Porque o seu relambório fala por si mesmo, desta vez nem sequer o vamos comentar deixando ao livre arbítrio de cada um que o lê, a possibilidade de fazer o juizo que muito bem entenda.



«A eliminação do Benfica na fase de grupos da Champions, frente ao poderoso Hapoel, é uma catástrofe do ponto de vista desportivo e terá repercussões financeiras que o administrador Soares de Oliveira se encarregará de suavizar um dia destes. Centremo-nos no problema desportivo. Que é desta vez uma questão de liderança. Jorge Jesus convenceu-se que para continuar a ganhar bastava manter os jogadores debaixo de uma pressão insuportável, não os deixando viver as suas vidas com a família e os amigos, para além dos muros do centro de estágio, levando-os aos limites da paciência. E como não percebeu isso, agora desabafa sobre as perseguições da imprensa. Está perdido.»

Há alturas que perante verdadeiros tratados atentatórios do bom senso e de convite descarado ao disparate, devemos saber optar por manter o silêncio, porque assim ao menos não contribuimos para o aumento da poluição mental.



Finalmente, sobre as perseguições da imprensa a que alude AV, remetemos para o texto que publicamos nesta mesma data sobre o título: Jorge Jesus e os ´jornaleiros'.

http://www.anti-benfica.com/comartigos_record28novembro2010_antonio_varela.php
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por sabio





Beira Mar - Benfica


28 de Novembro de 2010





Constituição da equipa do Benfica: Roberto, Maxi Pereira, Luisão, David Luiz e Fábio Coentrão; Javi Garcia; Ruben Amorim, Carlos Martins e Nico Gaitán; Saviola e Cardozo.



Substituições: Cardozo por Kardec (76m); Carlos Martins por Sálvio (81m) e Saviola por Jara (85m)

Árbitro: Bruno Paixão da A.F.de Setúbal



Antes de mais cremos ser importante referir - enquadrando-se o Beira Mar-Benfica num período conturbado em que escribas dos mais diversos quadrantes propagandeiam mau estar entre Jorge Jesus e jogadores, jogadores desmotivados e contrariados -, se assim fosse, parece-nos, os jogadores não teriam entrado em campo com tamanha disposição de marcar cedo, pressionando o Beira Mar por todo o campo.



Diga-se também, esse tal esforço dos homens de Jorge Jesus poderia ter simplificado o jogo de imediato, um prémio que se afigurava justo levando em linha de conta a tendência da partida. Contudo, como vem sendo apanágio na presente Liga, em caso de dúvida não se assinalam(vam) penalties a favor do Benfica. Nem a favor do Benfica nem contra o FC Porto, não fosse Bruno Paixão o senhor de um certo Nacional - F.C.P...



Desvalorizando uma nítida mão na bola de um jogador aveirense ao minuto 13, Bruno Paixão contribuiu sobremaneira para que o esforço inicial dos jogadores benfiquistas fosse esbatido, na medida que o 0-0 começou de alguma forma a intranquilizar o Benfica, cuja fluidez de jogo foi caindo. Ainda assim, a partida desenrolou-se num sentido único com as oportunidades benfiquistas a sucederem-se. Contamos uma bola na trave da autoria de Saviola e um bom número de oportunidades de golo para o Benfica, golo esse apenas adiado pelo acerto do experiente central Hugo e pelos jogadores benfiquistas estarem algo perdulários.



Foi com um injusto 0-0 que a partida se encaminhou para o intervalo, sem que antes, já em tempo de descontos, o Benfica finalmente chegasse ao golo através de uma grande penalidade a castigar um puxão a Óscar Cardozo dentro da área. Da cobrança do castigo máximo o próprio paraguaio converteria com toda a classe. O intervalo chegava com mais justiça no marcador, o resultado apenas e só pecava por escasso, sendo que o Beira Mar nunca importunou Roberto, e só de bolas paradas conseguia chegar à área benfiquista.



Na 2.ª parte o Beira Mar transfigurou-se e o jogo começou bem mais repartido, com oportunidades em ambas as balizas. A única semelhança com a 1.ª parte foi mesmo a deficiente arbitragem de Bruno Paixão apitando a tudo o que mexia, o que retirou fluidez ao jogo em si. De registar que também foi mal auxiliado sobretudo por um dos fiscais de linha que acompanhou o ataque do Benfica na 1ª parte, pois conseguiu transformar em pontapés de baliza dois cantos nítidos, e revelando coerência na 2ª ao proceder de igual modo a uma situação idêntica do ataque do Beira-Mar.



De qualquer forma, com um maior acerto nos passes e rapidez nas transições, o Benfica criou algumas situações de golo eminente, sobressaindo então o regressado Óscar Cardozo que sentenciou o jogo, primeiro com um fabuloso remate em arco e colocado a fazer o 2º golo e depois, com uma magnífica jogada individual retirando Hugo do lance e assistindo Saviola que deu um passo atrás iludindo o defesa e rematou de primeira para o fundo das redes, fazendo assim o 3º golo.



Daí até final o Beira-Mar apesar de nunca ter desistido interiorizou que já não tinha hipótese de discutir o resultado, mas a entrada de dois jogadores rápidos para a frente de ataque deu-lhe um novo élan, conseguindo marcar o ponto de honra aos 84m em mais um lance de bola parada e após corte infeliz de Luisão que fez a bola subir até à cabeça do jogador aveirense.



Principais incidências:



1ª Parte:



12m-Remate fortíssimo de Saviola à barra da baliza do Beira-Mar.



13m-Na sequência de um canto, penalty por assinalar por mão na bola de um jogador aveirense em cima da linha de golo a impedir a entrada da bola.



45 +2m-Também no seguimento de um canto, Cardozo foi agarrado e derrubado por Kanu, dando origem a penalty que o mesmo transformou.



2ª Parte:



46m: Ruben Amorim esgueira-se pela direita, faz um centro rasteiro cruzado e Cardozo falha frente à baliza, pois a bola parece ter sofrido um ressalto na relva inesperado.



48m: Oportunidade para o Beira-Mar: livre contra o Benfica e o jogador isolado remate de cabeça para as mãos de Roberto.



50m: Fora de jogo mal assinalado a Saviola que seguia isolado dentro da grande área do Beira-Mar.



54m: Contra-ataque rápido do Beira-Mar por Ronny que descaido sobre a direita arranca um remate forte cruzado, Roberto estira-se, mas a bola acerta no poste direito.



58m: Ataque do Benfica, a bola chega a Cardozo que após jogada individual, remate forte, cruzado e em arco com o pé esquerdo, obtendo um golo de grande execução técnica.



65m: Nova grande jogada individual de Cardozo que depois de fintar Hugo dentro da área, cruza de pé direito para a entrada de Saviola que iludiu o defesa e marcou com um remate de primeira.



84m: Livre contra o Benfica, a bola é metida dentro da área, Luisão tenta cortar com o pé esquerdo, a bola sobe e de cabeça, Rui Varela encostou para o golo do Beira-Mar.



90+1m: Amarelo mostrado a Fábio Coentrão numa disputa de bola a meio-campo.



Duas Notas:



1ª: Foi interessante de ver nas comemorações dos golos, todos os jogadores do Benfica a festejar em clima de grande união, como foi bom ver J.J. a abraçar David Luiz.



2ª: Na ‘flash-interview’, o repórter da TVI bem podia ter evitado a infeliz figura que fez. Estas entrevistas rápidas são destinadas a obter declarações sobre as incidências do jogo que se acaba de disputar e não, contrariamente ao que disse o repórter, com aspectos marginais que nada têm a ver com o jogo. Já Saviola tinha sido confrontado com o mesmo tipo de pergunta. Neste tipo de situações, se os entrevistados nunca comentassem como fez J.J. qualquer aspecto que não tivesse a ver com o jogo em si, talvez os repórteres acabassem de vez com perguntas de quadrilhice. Fica o registo
aqui: http://www.anti-benfica.com/artopiniao_beira_mar_benfica.php

por sabio ..