sexta-feira, 30 de abril de 2010

A REVOLTA DOS BENFIQUISTAS

 
Quem tem por hábito acompanhar os seus clubes por esse país fora sabe que há uma realidade escondida semana após semana. Falo de questões de segurança.

Convencionou-se que preocupações organizativas, logísticas à volta da segurança dos adeptos, mais mediáticas do que efectivas, eram para serem mostradas ao país nos clássicos, derbys e em alguns encontros de campos "complicados", com má fama, como é o caso de Guimarães. Sempre que há problemas nestes ambientes, tudo é analisado até à exaustão. As vozes de sempre a criticarem adeptos, os mesmos dedos a apontarem as claques, e nada de problemas resolvidos.
No entanto, basta ir ver a nossa equipa a meia dúzia de estádios, sem contar com os já referidos, para se descobrir todo um fantástico mundo de irresponsabilidade e passividade.
Foi a minha ida a Braga no passado Sábado que me leva a escrever estas linhas.
Tenho por hábito acompanhar as deslocações do Benfica, desde há muito tempo, e sempre com uma das claques. Já me habituei ao tratamento animalesco a que somos sujeitos, tanto nas entradas dos estádios como durante os jogos.
Desta vez tinha a "companhia" de um PSP que estava mais preocupado com o facto de eu não poder dar um passo para o lado, onde ficaria a pisar o terreno sagrado de centenas de cadeiras vazias que separavam por metros a bancada dos bracerenses, do que em controlar as movimentações das bancadas superiores e laterais.
Tudo serve para os senhores agentes descarregarem a sua força autoritária, uma cadeira atirada sabe-se lá de onde, umas vozes mais irritadas com as provocações dos da casa ou outra coisa qualquer. Tanto faz, alguém paga. Vi um companheiro de bancada ser arrastado, literalmente, bancada fora porque alguem o viu atirar uma cadeira. Mesmo que a cadeira tenha voado do lado contrário onde o miúdo estava. Ir lá e refilar com os senhores agentes é a mesma coisa do que lhes pedir "bata-me com força e prenda-me". Sem exagero.
É um ambiente tão tenso quanto normal, o pessoal ao fim de uns anos habitua-se a ouvir barbaridades da boca dos homens que estão ali para manter a segurança pública. Um deles dizia-me momentos antes de Nuno Gomes cobrar o penalti: "Se você festejar o golo um metro que seja aqui para o lado, leva a contar!"
Ora, isto é fabuloso! Basta que umas dezenas de companheiros de bancada resolvam festejar o golo empurrando em direcção aos adeptos bracarenses, que minutos antes nos gritavam cara a cara: "filhos da putaaaa, slb", para eu ser arrastado até ao simpático PSP e levar a minha coça prometida.
Não cheguei a desejar o falhanço do Nuno Gomes, mas optei por mudar de lugar. Festejei mais à vontade.Quem costuma ir ver fora os seus clubes, sabe que estes episódios são constantes e já nem estranha. Cargas policiais injustificadas, detenções inexplicáveis, ameaças revoltantes, tudo situações que nos acompanham. Isto enquanto os preços dos bilhetes não páram de aumentar. Na minha cabeça impera uma lógica diferente da realidade, se pagamos mais então deviamos estar todos mais seguros.
A saída após o fim do encontro de Braga revelou a tal realidade escondida, aquela que nenhum jornal comenta, nenhuma televisão mostra, nenhuma rádio condena.
Mal acaba o jogo, que por acaso até foi bem quentinho nos últimos minutos, com ofensas e ameaças na bancada onde estavam as claques do Benfica, e as portas abrem-se sem preocupações nenhumas. Tudo cá para fora!
Se pensarmos que instantes antes os adeptos dos dois clubes, separados por dezenas de metros de cadeiras vazias, já se insultavam ferozmente, não é difícil adivinhar que assim que se encontrassem lá fora iria haver confusão.Foi o que aconteceu, uma autêntica batalha campal no imenso espaço entre a bancada e o parque de estacionamento. Valeu tudo!
Sair da porta do estádio e ver dezenas de pessoas a correrem em várias direcções a agredirem-se até aos limites do suportável, é uma visão assustadora. Vi um adepto do Braga já quase sem sentidos deitado no chão em muito mau estado, vi um adepto do Benfica a ser roubado e agredido por 4 ou 5 adeptos do Braga, vi dezenas de adeptos envolvidos em socos e pontapés. Acabei por ter de me envolver ao perceber que tinha amigos possivelmente envolvidos naquela onda de violência. Enfim, momentos vergonhosos e tensos.
Onde estavam os guardiões da segurança?! Dentro do estádio, encostados às pedreiras, talvez a guardarem as tão preciosas cadeiras! Mau demais.
Depois, já no carro a sair de Braga continuamos a ver miúdos do Braga com paus e pedras na mão à procura de alvos. Penso no rapaz estatelado no chão, penso na vergonha que foi não haver polícia ali, penso na irresponsabilidade que é deixarem os adeptos das duas equipas sairem ao mesmo tempo ainda com as emoções bem presentes, penso na maneira como sou tratado 90 minutos e fico revoltado.
Penso que daqui a uns meses a claque do Braga vai à Luz, parte cadeiras, insulta à vontade, e ninguém lhes toca, porque estão rodeados de polícia e seguranças, param o autocarro à porta da bancada e só saem quando ninguém lá estiver. Um luxo.
Como (ainda) não foi desta que morreu alguém para encher de sangue os media portugueses, vamos continuar alegremente a conhecer esta realidade escondida pelos campos fora.
Se não for pedir muito, quando houver alguma vítima mortal fruto de toda esta irresponsabilidade, ao menos que não seja eu.
seja eu.
Publicado por João Gonçalves






 No céu lá no alto a águia vitória voara para todos, mas todos, os grandes Benfiquistas no Mundo ...


aqui: http://redpass.blogspot.com/

sexta-feira, 30 de Abril de 2010


País Hipócrita, Benfica Sem Medo

Estou a achar delirante todas as notícias vindas a público durante esta semana.

Então temos que todos os dias uma casa do Benfica é vandalizada, curiosamente os maiores destaques foram para as de Braga, Ermesinde e... Porto.

Depois podemos facilmente encontrar na imprensa preciosidades como estas:



"Os Super Dragões acabaram de adquirir 3500 bolas de golfe... "



"Elementos de um núcleo da Juve Leo e mais uns tantos dragões e não posso divulgar de que zona "são esses núcleos para não descobrir os valentes rapazes, vão unir forças no domingo à tarde e aguardar pela passagem do comboio entre Ovar e Gaia..."



"Fernando Madureira, líder dos Super Dragões, reconhece que os ânimos estão exaltados e não garante que não ocorram confrontos entre membros das duas claques. "Por muito que eu tenha boa vontade, que a polícia tenha boa vontade e que toda a gente tenha boa vontade, depois de tudo o que se passou neste campeonato, é normal que todos os adeptos se sintam revoltados e com os nervos à flor da pele. Vamos tentar que as coisas corram pelo melhor, mas vai ser muito difícil"



E há mais. Se formos aos espaços de blogues e redes sociais é uma festa.

A questão é que todo este discurso nortenho de incentivo à violência, de intimidação, a transpirar raiva e ódio por todos os poros nem é novo. Em 2005 na véspera de viajarmos para o Bessa na última jornada a comunicação social achou que devia de divulgar um comunicado da mesma gente avisando que não iam deixar que nenhum benfiquista festejasse na cidade do Porto. Assim mesmo, como se aquela gente fosse dona e senhora (e representante) daquela zona do país. Depois foi o que se viu.



Portanto, continuamos a ter as mesmas ameaças, o mesmo apelo à violência ( que de resto está publicado para quem quiser ler no livro "o Líder" )a partirem da mesma gente que não tem problema em dar a cara. O país assiste a tudo com indiferença e até deixa escapar um sorriso com a história das bolas de golf.



Onde está o sempre activo Miguel Sousa Tavares que tantas vezes escreveu a sua indignação por não se poder ser do Porto em Lisboa?! Ele que inventou isto mesmo com a história da capital a desmenti-lo ano após anos. Basta recuarmos 4 anos e digam-me quantos portistas foram espancados, quantas vezes os portistas foram ameaçados, e quantos vezes os portistas não puderam invadir alegremente o eixo avenida da República - Marquês de Pombal para festejarem os seus campeonatos ganhos?! Digam-me porque eu não me lembro de nenhum caso.

Já agora digam-me também quantas vezes a casa do FC Porto na Av. da República foi vandalizada?

Miguel Sousa Tavares não tem nem uma palavra para todas estas ameaças públicas aos adeptos do Benfica? Sousa Tavares não se incomoda que os cidadãos portuenses e benfiquistas não possam festejar em liberdade um campeonato ganho pelo seu clube? Estranho o silêncio do "democrata" Tavares.



E que papel tem a nossa imprensa e os seus colunistas? Divulgam-se ameaças de um líder de um gang, avisam-se cabeças porque vem aí uma chuva de bolas de golf a norte e tudo o que o resto do país faz é olhar para os filhos da capital que andam sempre atrás do Benfica e dizer hipocritamente: tenham cuidado, rapazes! ou não vão ao Porto porque só se vão meter em chatices ou aquilo é muito perigoso!



Há alguma lei diferente para aquela região do país que permita que os auto-aclamados guardiões da cidade ameace os adeptos de um clube só por ódio? Claro que há!

Imaginem que o FC Porto vinha jogar a Lisboa no fim do Campeonato quase campeão e que na semana do jogo apareciam líderes de claques legalizadas (sim, pelos vistos as legalizadas podem ameaçar com propriedade) a avisar que o ambiente ia ser terrível, que não prometiam que não houvesse ataques a adeptos rivais e a anunciar 3500 bolas de golf, etc... O que acontecia?

Os telejornais abriam com Pinto da Costa indignado, o Governo era chamado à conversa, os editoriais dos jornais multiplicavam-se em crónicas de espantos e intolerância perante os arruaceiros, até o Prós e Contras da RTP seria dedicado à violência das claques.

Quando é ao contrário nada se passa. O medo toma conta do sul. Centenas de adeptos recuam perante a possibilidade de terem problemas a caminho do estádio, as nossas mãe e avós deprimem-se a caminho do dia 2 Maio ( por ironia é o dia da Mãe ), as nossas mulheres ficam em pânico disfarçado, os nossos familiares preocupam-se, os nossos amigos não compreendem o nosso masoquismo.



Mas eu pergunto; é suposto fazer o quê? Ficar em casa de braços cruzados a ver na tv só porque é mais seguro? Nós que estivemos em quase todos os campos deste país de norte a sul passando pela Madeira vamos ignorar um jogo na cidade do Porto só porque há uns bravos guardiões que não querem lá ninguém do clube Campeão?

Eu acho que não.

Acho que devemos ir todos.

A resposta dos benfiquistas dá-me razão. Os 2550 bilhetes a que temos direitos já têm donos. Todos sem medo. Medo de quê? Era só o que faltava neste país se eu não pudesse ir a um estádio de futebol ver o meu clube jogar porque existem uns gangs que se acham acima da lei e que querem fazer a sua própria lei.



Meus amigos, isto é o Benfica. Os nossos jogadores, dirigentes e técnicos vão ao Dragão para ganhar. O Benfica vai defrontar pela 3ª vez esta época o FC Porto e até agora a nossa equipa ganhou 2 jogos marcou 4 golos sofreu zero ganhou 3 pontos e ergueu uma Taça. Temos medo de quê!? De quem não sabe reconhecer a nossa superioridade? Temos medo de um povo que se agarra a uma equipa regional para mostrar ao país todos os seus complexos de inferioridade em relação à Capital?! Isso é um problema deles. Sempre foi, sempre será.

Nós somos o Benfica e estamos com a nossa equipa de futebol.



Continuem a vandalizar casas, agridam, partam, roubem, façam o que quiserem e o que vos apetecer (mesmo porque nada nem ninguém ousa vos contrariar no vosso território) mas tenham lá paciência porque vão mesmo levar connosco.

E pensem que mais de dois mil rapazes da Luz juntos e fartos de ameaças e com vontade de mostrar que não têm medo são muitos rapazes. Pensem também que toda a força policial que nos vai rodear e nos tornar um alvo fácil para os vossos ataques pode não ser suficiente para controlar as nossas vontades. Sabem, é que eu no meio de dois mil e tal amigos também sou um Guerreiro Herói do caraças. Ainda para mais em território onde impera a lei do mais forte e onde a liberdade é coisa para ser gozada só em tons de azul.



Envergonhe-se o resto do país que assiste a tudo isto impávido e sereno que prefere olhar com pena para os que ousam enfrentar os todo poderosos donos da Sicília do norte.

No espaço de 5 anos vão ter que nos ouvir duas vezes a festejar. In your face como dizem os americanos.

Aí vai o Benfica, deixa passar o maior de Portugal que hoje, como no tempo da ditadura, ousa enfrentar os ditadores/corruptos/mafiosos que se acham acima de tudo e de todos.



PS: os meus rivais são os lagartos. Não por serem muito diferentes, que não são, mas porque eu é que decido quem escolho para meu rival e eu escolho os lagartos da mesma cidade que o meu clube. Os outros são apenas mais uns nos odeiam e eu retribuo o sentimento. Nada mais.



PS2: a ironia do destino pregou valente partida aos tripeiros. Eles que inventaram o discurso das conquistas pós 25 de Abril empurrando o Benfica para clube da Ditadura. Os factos falam por si: 20 anos de conquistas com frutas, chocolates e apitos dourados. Dois campeonatos do Benfica conquistados no Porto que em desespero usa a Ditadura da violência para impedir festejos. Não é preciso dizer mais nada quanto à diferença de culturas.

Publicada por J G em 17:28 ShareThis






Somos a águia que no céu vai voar. Alto mais alto, ninguém nos vai parar. Somos a raça, a força e o querer. Benfica, vencer, vencer. ...


O nosso canto é o desejo de vitória

Nosso destino é o de vencer

Nosso caminho é de fama e de glória

Nada temos que temer

Somos leais mas o jogo é pra ganhar

Dentro do campo a sofrer

As camisolas vermelhas a suar

Benfica Vencer Vencer





Somos a águia que no céu vai voar


Alto mais alto ninguém nos vai parar


Somos a raça a força e o querer


Benfica Vencer Vencer..



Somos a águia que no céu vai voar.
 Alto mais alto, ninguém nos vai parar.
 Somos a raça, a força e o querer. Benfica, vencer, vencer. ...







aguiaR

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Obrigado presidente sr Luis Filipe Vieira


                               


                                                         
21/04/2010 CLUBE
Sessão especial de Mercado regulamentado
Discurso do Presidente Sport Lisboa e Benfica, Futebol SAD Luís Filipe Vieira

O Presidente Sport Lisboa e Benfica, Futebol SAD, Luís Filipe Vieira, discursou esta quarta-feira na sessão especial de Mercado regulamentado. Leia a intervenção.

"A dinâmica de crescimento do Benfica e de todo o seu universo empresarial vê-se – entre outras variáveis possíveis – pela inovação que conseguimos impor, pelo pioneirismo que temos conseguido implementar na gestão dos nossos activos e, finalmente, pelo desenvolvimento de projectos únicos a nível dos clubes portugueses.

Com rigor e com parceiros financeiros que acreditaram em nós, temos vindo a conseguir erguer um projecto forte, de bases sólidas. Um projecto de presente, mas principalmente, um projecto de futuro!

Temos vindo a inovar, quer em termos de valorização da marca, quer em novos instrumentos de investimento como seja o Fundo de Jogadores, ou, ainda, recorrendo a meios mais tradicionais de financiamento, como é o caso deste empréstimo obrigacionista.

O resultado da subscrição que aqui foi apresentado revela – pelos números que envolve, mas principalmente pela procura que motivou – o elevado grau de confiança que esta operação financeira mereceu. Algo que nos motiva, mas que naturalmente nos responsabiliza.

O sucesso – verdadeiramente impressionante – desta operação corresponde a uma prova de confiança dos mercados na gestão e nos caminhos que temos desenhado para a SAD e para o próprio Clube.

Mas esta operação não teria alcançado o sucesso que teve, sem o suporte e o acompanhamento de algumas instituições, às quais devo uma palavra de agradecimento.

À CMVM, à Euronext, ao BES – Investimento, e ao Millenium – Investimento, obrigado por todo o apoio que nos foi dado!

Estes 40 milhões subscritos vão servir para reestruturar a nossa dívida até 2013, altura em que se vencem vários contratos de patrocínio e expira o presente contrato que vincula os nossos direitos televisivos.

Temos naturalmente uma expectativa elevada em relação à renegociação de todos esses contratos e da enorme valorização que pode ser obtida em cada um deles.
Depois de um período que foi marcado pela necessidade de recuperar e credibilizar o Benfica enquanto instituição, depois de investir mais de 300 milhões de euros – mais de metade em infra-estruturas - estamos, finalmente, a chegar à fase em que podemos dedicar-nos a pensar apenas na vertente desportiva e os resultados começam a aparecer.

A história destes últimos nove anos, mostram que conseguimos atacar problemas difíceis, mostram que conseguimos aprender com eles e que ao supera-los conseguimos transforma-los em oportunidades!

Continuamos a ter novos desafios pela frente, mas são desafios de natureza bem diferente daqueles que tivemos de superar no passado.

São desafios que estamos preparados para enfrentar, porque o rigor e o empenho que reclamo em cada dia a todos os que servem o Benfica, são marcas que se vão manter no futuro!

A terminar quero deixar uma palavra de agradecimento aos benfiquistas, mas também a todos os que não sendo benfiquistas, subscreveram este empréstimo. Sinal da confiança que merecemos e vamos saber honrar!

OBRIGADO A TODOS!"


Fotos: Gualter Fatia


fonte http://www.s.l.benfica/


                                            SPORT LISBOA E BENFICA

  
                                               

                                        
                                           Muito obrigado Sport Lisboa e Benfica




POEMA AO BENFICA




Aqui..http://videos.sapo.pt/HfcQGho5FEcS0UocimS9


aguiaR

Contra Tudo e Contra Todos!. Força Benfica ! Força Benfica


Nós só queremos o Benfica Campeão …

"NÓS SÓ QUEREMOS O BENFICA CAMPEÃO!!OH SPORT LISBOA E O BENFICA O CAMPEÃO!MOSTRA A TUA RAÇA O QUERER E AMBIÇÃO, NÓS SO QUEREMOS O BENFICA CAMPEÃO"
PARA À FRENTE É QUE É CAMINHO!!!! NÓS SÓ QUEREMOS O BENFICA CAMPEÃO .


A famosa estrutura da SAD do FCP desmascarada aqui ..

Programa 45m na Benficatv












O MENTIROSO E CORRUPTO DAS ANTAS NO SEU MELHOR..



“Este campeonato é especial porque quem o vai vencer não merece. Não digo que o FC Porto é que merecia. Nem o Braga merecia, mesmo tendo-lhe sido tirado o Vandinho. Mas por tudo o que o senhor presidente João Jardim fez na Madeira com a construção de tantos túneis, quem devia ganhar este campeonato era um clube da Madeira, já que estamos no campeonato dos túneis. Vamos mostrar aos adversários que o FC Porto é forte e melhor dentro de campo e não precisa de fazer com que os jogadores dos adversários sejam impedidos de jogar para ganhar e ser melhor. Se tivéssemos sido campeões nacionais, tenho 99 por cento de certeza de que não me candidataria. Mas tenho enorme responsabilidade e quero deixar o clube com mais títulos e com o sonho do Museu do Dragão em pé. Não precisamos de ter televisões a insultar os nossos adversários para que o FC Porto seja campeão. Não precisamos de criar canais para insultar os nossos adversários. Não precisamos que ex-árbitros daltónicos, que só vêem uma cor, venham para os jornais dizer que um golo é fora de jogo quando foi marcado de canto. Não vamos recorrer a fedorentos para atacar adversários. Só neste futebol os jogadores são proibidos de jogar e os presidentes proibidos de falar. Qualquer dia o nosso motorista é proibido de conduzir e temos de ir a pé para o estádio”, declarações do presidente do FC Porto, Pinto da Costa, no jantar de comemoração dos 14 anos da Casa portista da Trofa.




O porko rosnou e disse, mas a verdade desportiva esta aqui bem viva na memória De todos os desportistas em Portugal..



Mais de 20 anos depois, os túneis voltaram a marcar o quotidiano do futebol português. Na década de 80, o fcporto fez do túnel das Antas um dos símbolos mais paradigmáticos do seu domínio dos bastidores do futebol em Portugal.

Ficaram célebres as versões de vários intervenientes, jogadores, dirigentes, árbitros, sobre aquilo que se passava desde a saída do relvado até aos balneários, no intervalo ou no final dos jogos. Alturas houve que até no início se começava a desenrolar o processo.

Há 20 anos, não existiam ainda as “mangas”, uma espécie de “túnel” de lona que foi concebido para proteger os árbitros do público, no intervalo e nos finais dos jogos. Os jogadores e os árbitros entravam directamente nos esconsos corredores das Antas e passavam uma via sacra até chegarem ao balneário.

Como disse, o fcporto consolidou muita da sua hegemonia mantendo sempre uma pressão e tensão constantes nesses metros de corredor – o “túnel”. Com o advento de alguma modernidade, os túneis começaram a ter câmaras de filmar. O que serviu para inibir condutas de outros tempos.

No ano passado, as estratégias sempre diligente e inteligentemente montadas na zona da Avenida Fernão Magalhães, no Porto, quiseram criar factos futebolísticos à volta da presença de Rui Costa perto dos túneis. A estratégia visava penalizar o Benfica, como aconteceu com os castigos a Rui Costa e a jogadores, como Nuno Gomes, no final de um célebre Benfica – Nacional.

Recentemente, o Benfica viu-se envolvido noutra história de “túneis”, em Braga, cujas imagens, ao contrário do que se fez crer, não incriminam nenhum jogador do Benfica, ficando assim confirmado que a expulsão de Cardozo foi injustificada.

No final do Benfica – fcporto, os portistas regressam às acções nos túneis. Hulk e Sapunaru foram expulsos por alegadas agressões a pessoal de segurança do estádio. Estamos à espera das imagens. E o que mais surpreende é como jogadores profissionais têm atitudes como as dos jogadores do fcporto sabendo que estão a ser filmados.

Hoje, os túneis já não são espaços de conquista e consolidação de poder, utilizados para influenciar os jogos de futebol. Com as “mangas” e as câmaras de filmar, já nada pode ser escondido, como o foi durante 20 anos no “túnel” das Antas.

É por isso que mesmo que mesmo que o fcporto tenha saudades desses tempos e perceba que o domínio do futebol português lhe escapa como areia entre os dedos, nada voltará a ser como dantes. A Luz venceu a escuridão.

Publicada por O INFERNO DA LUZ

PINTO DA COSTA




Horas depois do caso Mourinho, Antero Henriques, dirigente da SAD, prepara com Pinto da Costa as primeiras explicações para negar os insultos de Mourinho e o caso da camisola rasgada.



Antero Luís (A) - Foda-se! Não dormi um caralho! Estou com uma enxaqueca, pá.



Pinto da Costa (PC) - Filhos da puta.... [...] Tínhamos morto esta merda ontem [...]



A - Embora eu ache que o Mourinho, no final, também se exaltou muito!



PC - É, um bocado.



A - É! Aquela história de dizer que o Rui Jorge morreu em campo e...



PC - Ele disse aonde?



A - Ele diz que disse cá em baixo, disse cá em baixo, junto a... quando estava a malta toda ali! Mas eu liguei para a 'Bola' e para o 'Jogo' a desmentir! A dizer que ele estava a dizer que era mentira!



PC - Não, não! Não... não é desmentir! A gente tem é de processar o gajo que diz! [...]



A - É... e em relação à camisola, também tem de se arranjar ali uma tanga, presidente!



PC - Arranjar que ele foi provocar para a porta do balneário!



A - É. E que o Mourinho disse que: "Esta camisola é indigna de ser trocada. Porque se a tivesse rasgado não a mandava outra vez para o balneário do Sporting." [...] É! Temos de arranjar aí uma tanga, senão saímos por baixo desta merda toda.



PC - Mas já falou com o Mourinho, não?



A - Não, não, não. Vou agora com ele ver o Rio Ave, agora, às quatro horas!



PC - É... mas diga-lhe, é pá! Ele que não preste dec... diga-lhe só...



A - Não, por isso é que vou com ele! Por isso é que vou com ele!



PC - E amanhã é um processo-crime contra...



A - É...



PC - Esse Bettencourt e os jornais carago!



A - É que esse gajo é mesmo um cobarde!


22 Dezembro 2009 - 00h30







Clássico: Incidentes no Benfica-FC Porto gravados em vídeo

Túnel da Luz: MP investiga agressões

As forças de ordem tiveram de intervir para pôr fim a desacatos entre jogadores do FC Porto e os ‘stewards’, elaborando um expediente policial, entregue ao Ministério Público.







O Ministério Público vai investigar os incidentes ocorridos no túnel da Luz, no final do clássico Benfica-FC Porto, com base no relatório que lhe foi entregue pela PSP. 'A partir do momento em que há expediente policial, o Ministério Público tem de agir dessa maneira', explicou ao CM fonte policial que acompanhou de perto todo o processo.



A mesma fonte admitiu ao CM a ocorrência dos incidentes, confirmando que a polícia teve de intervir para pôr fim aos 'desacatos entre jogadores de uma das equipas e um interveniente lateral ao jogo'. Esta alusão diz a respeito ao ‘steward’ que foi agredido por uma bota, alegadamente atirada pelo avançado Hulk, do FC Porto.



O Benfica manteve-se à margem da confusão, comprometendo-se apenas a fornecer as imagens do vídeo às autoridades e à Liga de Clubes, assim que forem solicitadas.



Segundo apurou o CM, tudo começou numa altura em que os jogadores do clube da Luz já se encontravam no balneário. Os dragões já tinham feito o mesmo quando, subitamente, voltaram para trás e precipitaram-se em direcção aos ‘stewards’ que formaram o cordão de segurança no interior do túnel. 'Era um grupo de oito ou nove elementos do FC Porto, entre eles o ‘vice’ Reinaldo Teles , e estavam de cabeça perdida', contou ao CM uma fonte.



Seguiram-se trocas de palavras e nisso, uma bota, alegadamente atirada pelo avançado Hulk, atingiu um dos seguranças, identificado como Sandro. O ‘steward’ ficou com o sobrolho aberto e teve de receber assistência médica, sendo suturado na zona onde foi atingido.



Os dragões queixam-se de terem sido insultados, versão que foi também defendida, ontem, por Pôncio Monteiro, ex-dirigente dos dragões e seu ilustre adepto. 'Já fui informado do que aconteceu e não tenho dúvidas de que os jogadores foram ofendidos', garantiu.



Gaspar Ramos, outro antigo dirigente, mas ligado ao Benfica abordou o tema em tom crítico. 'Hoje, como no passado, estas cenas são sempre reprováveis e preocupantes. Passámos por isso e até chamávamos ‘túnel do inferno ao do estádio das Antas', recordou.



A Prosegur prometeu emitir um comunicado, mas à hora do fecho desta edição ainda não constava no site da empresa.



PROSEGUR JOGA À DEFESA



Os stewards são assistentes de segurança nos recintos desportivos e têm por missão zelar pelos adeptos, mas também actuar, sempre que necessário. Na Luz, além da polícia, a segurança é garantida pela empresa Prosegur, que era suposto emitir, ontem, um comunicado sobre a alegada agressão de que foi alvo o seu funcionário, mas tal não aconteceu.


SAIBA MAIS




FIM DE JEJUM NA LUZ



Desde 2005-06 que as águias não derrotavam os dragões na Luz, tendo sido Laurent Robert o autor do golo. Em 206-07 registou-se um empate (1-1) e em 2007-08 Ricardo Quaresma deu a vitória aos dragões. Registou-se novo empate em 2008-09, mas desta vez Jorge Jesus descobriu o antídoto.



1,96



A vitória sobre o FC Porto ditou uma valorização de 1,96 nas acções do Benfica, que subiram para 2,60 euros, a cotação mais elevada em quase duas semanas.



LUCÍLIO EM SILÊNCIO



Contactado pelo CM, o árbitro Lucílio Baptista remeteu-se ao silêncio, relegando para o relatório que elaborou no final do jogo as explicações sobre eventuais expulsões de dois jogadores, Hulk e Sapunaru, ambos do FC Porto.



O CM sabe que o árbitro de Setúbal já estava no balneário quando se deram os incidentes no túnel e só agiu disciplinarmente por indicação do 4º árbitro, João Ferreira, ou dos delegados da Liga, Manuel Aranha e José Sousa.



Alertado, o árbitro terá então tomado conta da ocorrência, fazendo constar no relatório o comportamento incorrecto de Hulk e Sapunaru, que vão agora aguardar pela decisão da Comissão Disciplinar da Liga sobre eventuais castigos a aplicar.



DUAS DÉCADAS DE CONFRONTOS NOS BASTIDORES DO FUTEBOL



Os incidentes nos estádios regressaram em força esta época, registando-se agressões, em Outubro no Benfica-Nacional e depois no Sporting de Braga-Benfica. Mas este tipo de procedimento é bem antigo, sendo inúmeros os casos de altercações entre jogadores, um pouco por todo o País. Na década de oitenta, o guarda Abel ficou famoso por encabeçar um grupo que intimidava as equipas adversárias que visitavam o antigo Estádio das Antas. Mais recentemente, em 2004, foi a vez de José Mourinho ver-se envolvido num incidente com o leão Rui Jorge, em Alvalade, que acusou o então técnico do FC Porto de lhe ter rasgado a camisola.



Na época passada, Nuno Gomes viu o vermelho directo, já no túnel, após jogo com o Nacional da Madeira e ainda pagou multa de mil euros. Também o delegado da Liga, João Pedro Simões Dias, foi punido com 18 meses de suspensão, por ‘falsificação’ do relatório do jogo.



Esta época, Benfica e Nacional foram reincidentes, sem males maiores para qualquer uma das equipas, mas em Braga houve agressões e os bracarenses acabaram por divulgar imagens do sucedido, sem conseguir provar no, entanto, as acusações lançadas aos jogadores encarnados.



O incidente de domingo não deixa de ser insólito, pois não envolveu qualquer jogador da equipa da casa e sim da equipa visitante, FC Porto, com seguranças do estádio.



OUTROS INCIDENTES



ESTÁDIO DAS ANTAS



Um grupo liderado pelo famoso guarda Abel pressionava e intimidava os adversários do FC Porto no corredor do velhinho Estádio das Antas.



ESTÁDIO JOSÉ DE ALVALADE



Em 2004, Mourinho, treinador do FC Porto, rasgou a camisola do sportinguista Rui Jorge no final do jogo ameaçando o lateral.



António Pereira/Miguel Curado ... CM ...


MAIS MEMÓRIA



Corria a época de 1990/1991 e, a 28 de Abril de 1991, disputou-se o então denominado "jogo do título".


Quando restavam apenas cinco jornadas, o Porto recebeu o Benfica, que se apresentava na condição de líder com um ponto de vantagem sobre os azuis e brancos.

As equipas alinharam, com arbitragem de Carlos Valente, com os seguintes onzes:

FC Porto - Vítor Baía; João Pinto, Fernando Couto, Aloísio, Paulo Pereira; André, Semedo, Jorge Couto, Vlk; Domingos e Kostadinov.

Benfica - Silvino; Wiliam, Paulo Madeira, Ricardo; Paneira, Paulo Sousa, Thern, Veloso; Valdo, Rui Águas, Pacheco.

O Porto era treinado por Artur Jorge e o Benfica por Eriksson.

A rodear o encontro um ambiente, no mínimo, intimadatório.

Uma intimidação que se estendeu desde o cheiro nauseabundo do balneário das Antas, que constrangeu os jogadores do Benfica a equiparem-se nos corredores entre o túnel de acesso ao relvado e os balneários, passando pelo habitual apedrejamento do autocarro benfiquista e que conheceu a sua faceta Ndrangheta com o aparecimento em cena de uma figura do bas-fond portuense, o tristemente famosos Guarda Abel.

Presença de espírito exigia-se e os jogadores, técnicos e dirigentes do Benfica tiveram-na!

Naquela tarde, Eriksson apresentou uma solução táctica inovadora (3x4x1x2) e manietou o Porto de Artur Jorge - 3 defesas (William-Paulo Madeira-Ricardo), laterais ofensivos (Paneira-Veloso), dois trincos (Paulo Sousa-Thern), um médio ofensivo (Valdo) e dois avançados (Rui Águas, ponta de lança e Pacheco, extremo).

Numa partida intensa e emotiva, o Porto dominou, mas o Benfica nunca perdeu o controlo do jogo.

A dez minutos do final, o Porto assumia a iniciativa do jogo e exercia uma intensa pressão sobre o Benfica, que se via na contingência de recuar as suas linhas.

Vendo o adiantamento do bloco portista, Eriksson lançou César Brito por forma não só a "esticar" a equipa, mas também a aproveitar a velocidade e o excelente jogo entre linhas do beirão.

No minuto seguinte, com um cabeceamento fulminante, César Gonçalves de Brito recompensou a aposta.

Quatro minutos depois, passe de Valdo e o segundo golo do Benfica e de César Brito.

Estava sentenciada a contenda e com 32 vitórias, 5 empates e apenas 1 derrota, o Benfica conquistaria o título de campeão nacional da temporada de 1990/1991.

Eu estive lá e vibrei com emoção desmedida!

Tão desmedida que vi a minha integridade física em perigo.

Afinal, assisti ao jogo na bancada central do Estádio das Antas...




Publicada por Vermelho em 11:46 PM