sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A noite das estrelas

Num dia histórico na televisão portuguesa

BENFICA TV

No .................MEO



o Benfica qualificou-se, de forma autoritária, para a fase de grupos da Taça UEFA, depois de ter derrotado o Napóles, por 2-0, na 2.ª da mão da 1.ª eliminatória


Estádio da Luz, em Lisboa


Árbitro: Wolfgang Stark (Alemanha):


BENFICA – Quim; Maxi Pereira, Luisão, Sidnei e Jorge Ribeiro; Ruben Amorim (Carlos Martins, 71 m), Katsouranis, Yebda (Binya, 76 m) e Reyes; Nuno Gomes e Di Maria (Urreta, 78 m)


NÁPOLES – Gianello; Cannavaro, Rinaudo e Contini; Maggio, Blasi, Hamsik (Russotto, 66 m), Gargano e Vitale (Mannini, 78 m); Lavezzi (Denis, 71 m) e Zalayeta.Ao intervalo: 0-0Golos: 1-0, Reyes (57 m); 2-0, Nuno Gomes (83 m)Resultado final: 2-0Cartão amarelo a Cannavaro, Vitale, Reyes, Di Maria, Contini e Gargano.



O Benfica não pôde jogar com jogadores de craveira internacional, casos de Pablo Aimar, Cardozo e Suazo, mas este plantel é elástico, tem uma forte homogeneidade e todos os jogadores estão mentalmente preparados para entrarem e desempenharem com confiança o seu papel. Mérito, claro está, de Quique Flores, que veio trazer uma nova filosofia de trabalho, ele que voltou a brilhar no capítulo das substituições com a sua visão de jogo.
O melhor lance para definir a tal nova filosofia de trabalho introduzida por Quique ocorreu aos 69': Rúben Amorim correu, correu, correu e ganhou um lançamento de linha lateral depois de ter caído exausto no relvado e embatido na bandeirola de canto. Quando se levantou ouviu uma tremenda ovação dos adeptos, maravilhados e, acima de tudo, orgulhosos de terem uma equipa que luta nos limites por cada jogada.
Outra imagem espectacular deste histórico jogo verificou-se à passagem do minuto 57, num lance em que intervieram os três melhores jogadores em campo: Luisão (exibição impressionante) cortou de carrinho o esférico à entrada da grande área, depois Katsouranis colocou a redondinha em Reyes que, lesto no raciocínio, disparou para a felicidade, abrindo o caminho à qualificação para a fase de grupos.
O treinador do Nápoles, Eduardo Reja, prometeu jogar ao ataque, mas as suas palavras esbarraram na realidade das quatro-linhas, onde o Benfica dominou e controlou o adversário exceptuando os últimos 10' da primeira parte. Com três vitórias consecutivas, duas das quais ante adversários categorizados, o projecto de Quique ganha força e consolida-se para o futuro.
Quinze minutos de elevada intensidade
A primeira estratégia levada para prática pelo conjunto de Quique Flores residiu numa forte acção de pressing nos primeiros 15' – acção de intensidade no primeiro terço do meio-campo adversário e velocidade nas variações de bola e nas tabelinhas pelos corredores – e o resultado dessa aposta táctica consistiu numa avalanche atacante consubstanciada em quatro claras oportunidades de golo.
O primeiro momento de frisson foi protagonizado por Di Maria logo aos 3', num violento remate de fora da grande área que levou o esférico a sair ligeiramente por cima do travessão. Volvidos 2', Sidnei, na marcação de um livre indirecto, também falhou por alto o alvo e aos 15' Di Maria viu o guardião adversário defender um remate cruzado (antes Yebda havia rematado por cima do travessão, em posição privilegiada).
Com dinâmicas pelas alas (Di Maria e Reyes foram acutilantes) e um corredor central com sentido de baliza, o Benfica apostou nos remates de meia-distância no primeiro tempo e os remates de Yebda (27') e Reyes (30') foram mais dois bons exemplos.
No entanto é preciso referir que, na boa tradição das equipas italianas, o Nápoles fez baixar o ritmo do jogo nos últimos 10' através de acções de antijogo e a verdade é que o Benfica não conseguiu libertar-se desse coletes de forças que lhe desgastou psicologicamente (muitas paragens de jogo derivadas de faltas e perdas de tempo por parte dos transalpinos).
E a armadilha napolitana esteve muito perto de ser concretizada com um golo injustíssimo, pois, já depois do minuto 45, Gargano atirou à barra, na pequena área, na sequência de um livre indirecto (no ressalto de bola, Zalayeta atirou ao lado sem oposição).
Segunda parte de luxo ...


Parabens ao BENFICA e a todos os BENFIQUISTAS ...



02/10/2008 FUTEBOLBenfica 2-0 NápolesDeclaraçõesQuique Flores"O comportamento dos jogadores foi muito bom""Jogámos com uma grande dinâmica e fizemos um jogo muito completo. Face à evolução do jogo, qualquer jogador que entrasse jogaria bem. O comportamento dos jogadores foi muito bom. Não deixámos pensar a equipa italiana, que é um grande rival. Os adeptos apoiaram-nos bastante e isso foi muito bom. È bom deixar os nossos adeptos felizes. É uma alegria jogar na Luz. Precisamos agora de manter a dinâmica uma vez que regularidade é o mais importante".Nuno Gomes"Demonstrámos inteligência para gerir o jogo""Fizemos dois golos mas poderíamos ter feito mais, pelo que merecemos esta vitória O Nápoles na primeira parte conseguiu assustar-nos por duas vezes, mas na segunda fomos mais pressionantes e demonstrámos depois inteligência para gerir o jogo. Marcar golos dá sempre mais confiança, mas o meu golo foi importante porque matou o jogo". Carlos Martins"É sempre muito importante o apoio dos adeptos""É muito importante estarmos na fase de grupos da Taça UEFA. Fizemos uma grande exibição. È sempre muito importante o apoio dos adeptos. Ter eles do nosso lado é sempre uma grande vantagem. Porque não fui titular? Passei mal a noite e não estava a 100 por cento".


02/10/2008

FUTEBOLBenfica 2-0 Nápoles

Destaques do Benfica

LUISÃO – O Gigante da ÁreaUma das melhores exibições de sempre do internacional brasileiro. Na antecipação, nas dobras, de carrinho e pelo ar, Luisão cortou tudo o que havia para cortar nas zonas de acção em que podia humanamente chegar ao esférico. Sempre com eficácia absoluta e com o sentido de liderança que o caracteriza, o gigante da Luz prova estar na linha dos melhores centrais na história do Clube. A ambição de Sidnei também ajudou o experiente central a encher o campo de qualidade futebolística. KATSOURANIS – Visão e ClasseA experiência do médio grego foi fundamental num jogo de elevada tensão competitiva. Com passes certos de curta distância ajudou a equipa a desenvolver jogadas em apoio e com um passe teleguiado isolou Reyes para o 1-0. E já na recta final do jogo, com mais um passe milimétrico, esteve quase a ver Nuno Gomes fazer o 3-0. Em termos defensivos, cortou imensas bolas e, juntamente com Yebda, fechou a capacidade ofensiva do Nápoles pelo corredor central. REYES – O Homem das DecisõesNo espaço de quatro dias, abriu por duas vezes o caminho da vitória com a sua peculiar para desequilibrar nos jogos de grande responsabilidade. A forma como Reyes inverteu a eliminatória a favor do Benfica reflecte exemplarmente a sua classe para definir com êxito uma jogada sob pressão adversária. Pelas alas o Benfica conta com um jogador que pode resolver uma partida a qualquer momento, o que é, claro está, uma grande vantagem.

AQUI:

http://www.slbenfica.pt/Informacao/Futebol/Noticias/noticiasfutebol_futslbnapolesdec_021008_40271.asp





















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