terça-feira, 29 de julho de 2008

OS CORRUPTOS DO FCPOR7O

Caos no futebol
A UEFA n„o gosta de "batoteiros". Para grande espanto dos portistas foi isso que Platini chamou ao FC Porto: um clube "batoteiro".
Domingos Amaral
Vamos aos factos: o FC Porto e o seu presidente Pinto da Costa envolveram-se perigosamente com rbitros h uns anos. Quando o caso se tornou p£blico, foi feita uma investiga‡„o e, muitos meses mais tarde, o Conselho de Disciplina da Liga condenou o FC Porto … perda de 6 pontos, e o seu presidente a dois anos de suspens„o. Como o campeonato j ia no fim e o FC Porto levava 18 pontos de avan‡o, os dirigentes portistas reagiram com arrogƒncia e galhofa a uma condena‡„o que sentiram como umas c¢cegas inofensivas. Com t¡pica esperteza saloia, decidiram que o clube n„o iria recorrer da decis„o, s¢ o presidente o iria fazer. Assim, descontavam os pontinhos este ano e n„o se falava mais no assunto.
Esqueceram-se dum pequeno detalhe: a UEFA. Ao n„o recorrer para n„o perder pontos no ano seguite, o FC Porto reconhecia-se como culpado. Ora, a UEFA, j dissera o seu presidente Platini, n„o gosta de "batoteiros". Conv‚m repetir a palavra, para que ela penetre bem nos nossos duros ouvidos: "batoteiros". Platini chamou ao FC Porto um clube "batoteiro". Era portanto mais ou menos esperado que a UEFA iria condenar o FC Porto. Mas, quando tal bomba surgiu, os portistas de imediato gritaram furiosos que era tudo uma grande conspira‡„o do Benfica contra eles!
 importante relembrar que n„o foi o Benfica que n„o recorreu da decis„o do CD da Liga, mas sim o FC Porto; nem foi o Benfica que decidiu impedir o FC Porto de participar nas provas europeias, mas sim a UEFA. Contudo, os escribas portistas davam a entender que as decis”es eram tomadas pelo Benfica!
Perante o profundo choque, os juristas do FC Porto meteram-se num avi„o para a Su¡‡a a correr, e recorreram para um misterioso tribunal de que ningu‚m antes tinha ouvido falar, o Tribunal de Apelo da UEFA. A¡, depois de pressionarem publicamente o funcion rio da FPF para ele n„o se armar em esperto, conseguiram convencer a malta europeia que o caso em Portugal ainda n„o tinha terminado, porque o Conselho de Justi‡a da FPF ainda iria apreciar o recurso que Pinto da Costa, em nome individual, tinha metido.
Regressaram por isso a Portugal todos ufanos! O FC Porto afinal, ia mesmo participar na Liga dos Campe”es! Pelos vistos, a malta da UEFA n„o era benfiquista mas sim portista, e por mais que Platini dissesse publicamente que a coisa n„o iria ficar por ali, os portistas acharam que tinha sido feita justi‡a!
Faltava a £ltima etapa: o Conselho de Justi‡a da FPF ia apreciar o caso, era preciso que ele desse uma decis„o favor vel a Pinto da Costa! Iniciou-se assim um processo subterrƒneo na tentativa de influenciar o CJ. O presidente era amigo de Valentim em Gondomar, e o vice era grande amigo de Pinto da Costa, at‚ lhe organizava homenagens na Assembleia da Rep£blica. A coisa parecia estar no papo!
Contudo, no dia da vota‡„o, a maioria dos conselheiros do CJ n„o quis ir na conversa do seu presidente e do seu vice. Que faz ent„o o presidente do CJ? Bem, como n„o conseguiu expulsar um dos conselheiros, decidiu acabar com a reuni„o ali mesmo! Qual vota‡„o, qual carapu‡a! Se a vota‡„o ‚ para perder, acaba-se j isto e toca a lavrar acta! Mas, para espanto do presidente e do vice, que fugiram dali como dois cobardolas, os outros conselheiros ficaram e at‚ votaram! O desastre portista ficava … vista de todos! O presidente do FC Porto perdia o recurso, e portanto ficava exposto a uma decis„o final da UEFA contra o seu clube. Uma trag‚dia no Drag„o, coisa que ningu‚m esperava e ningu‚m previra!
Podia l ser! Uma f£ria imensa levantou-se, e foram iniciadas press”es sobre a FPF para que isto n„o ficasse assim! O FC Porto jamais aceitar que cometeu erros e que usou estrat‚gias erradas. Primeiro, h que rebentar com a credibilidade dos ¢rg„os da FPF, da Liga, o que f“r preciso. Aproveitando-se deste campo minado que ‚ o futebol luso, o FC Porto tenta de tudo para evitar enfrentar a dura mas ¢bvia realidade: cometeu erros graves e tem de pagar por eles.  assim a vida.
BENFICA X PORTO (1-1) 1979
Árbitro Porém Luís (Lisboa). Numa tarde de dilúvio, João Alves marcou o golo inaugural e o resultado permaneceu pela vantagem mínima até ao minuto 77. Duda restabeleceria o empate num lance que deixou o Estádio da Luz à beira de um ataque de nervos, por alegado fora-de-jogo. O empate seria decisivo para as contas finais da liga, pois os dragões sagraram--se campeões.

ORTO X BENFICA (1-1) 1991
Árbitro José Pratas (Évora). Finalíssima da Supertaça, em Coimbra. O Benfica chega ao empate com um golo de Isaías. O lance originou uma das cenas mais insólitas e caricatas da história do futebol português: José Pratas a fugir, de marcha-atrás, à fúria de Fernando Couto e dos jogadores do F. C. Porto. Finalmente, o Porto ganhou nos penáltis, por 4-3.


PORTO X BENFICA (0-0) 1994
Árbitro Donato Ramos (Viseu). Ainda hoje, os benfiquistas falam neste jogo como se tivesse sido ontem. Nos últimos minutos da segunda mão da Supertaça, as águias constroem um lance de extremo perigo. Isolado, César Brito remata e Vítor Baía defende claramente a bola com as mãos fora da área. Na ressaca do lance, a bola sobra para Amaral. Dispara, a bola tabela no portista José Carlos e entra na baliza. O assistente Horácio Rodrigues assinalara fora-de-jogo.


BENFICA X PORTO (1-1) 1997
Árbitro Jorge Coroado (Lisboa). Poborsky vê a saída de Vítor Baía e faz uma das encenações mais grosseiras de que há memória no futebol português. Coroado marcou penálti contra o F. C. Porto. Nuno Gomes falhou a conversão e o jogo acabou 1-1.

PORTO X BENFICA (2-0) 1998
Árbitro António Costa (Setúbal). Após o 1-0, marcado por Artur (56 m), Paulinho Santos agride João Pinto com o cotovelo, mas em vez de ser apenas expulso o atleta do F. C. Porto, foi também mostrado o cartão vermelho ao jogador do Benfica. Os erros não ficaram por aí. Kandaurov, que se estreava de águia ao peito, marcou pouco depois um golo limpo, com o peito. O árbitro considerou que tinha sido com a mão. Tudo isto antes de Artur bisar (73 m).


BENFICA X PORTO (1-1) 2004
Árbitro Olegário Benquerença (Leiria). Vítor Baía deixa escapar, entre as mãos, a bola disparada por Petit. B bola bate na linha, entra na baliza e, desesperado, Baía ainda toca na bola novamente para o exterior. Nem o árbitro nem o assistente consideraram golo, apesar do desespero dos atletas encarnados que, a perder pela vantagem mínima, ansiavam pelo empate. O erro não teve consequências para as águias que, no fim da época, interromperam um jejum de 11 anos de títulos nacionais.

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